A frente fria que chegou na região Sul do Brasil, associada ao clima seco, favoreceram o retorno dos compradores ao mercado do farelo de trigo
O mercado do farelo de trigo encerra a primeira quinzena de maio com um viés bem mais otimista que nas semanas anteriores. Entre março e abril os agentes relataram vivenciar um mercado enfraquecido pela baixa procura, o que fez os preços recuarem drasticamente em comparação aos que vinham sendo praticados no primeiro bimestre.
No entanto, parece que no mês atual, com a redução nas áreas de pastagens provocadas pela seca, assim como a entrada do inverno, especialmente no Sul do Brasil, os compradores estão sinalizando aumento na demanda, o que tem dado um animo a mais para os moinhos.
Essa também está sendo uma oportunidade para captação de novos clientes e ao mesmo tempo, a inserção de novas tabelas, já que com a alta no preço do trigo, os ajustes nas tabelas do farelo eram prioridade. Porém, isso só está ocorrendo de forma bem aceita, por conta da necessidade da obtenção do subproduto por parte dos compradores no momento atual.
Os agentes informaram que já no final de abril um aquecimento na procura por farelo de trigo já havia sido sinalizado, mas aguardaram uma consolidação no mercado, para que então o aumento de preço fosse possível sem que os compradores se distanciassem novamente.
Nesta semana as cotações se mantiveram sem muitas mudanças, já que na semana passada os preços tiveram aumentos em praticamente todas as praças, mas os vendedores em sua maioria reportaram que os compradores continuam enviando suas propostas, inclusive para contratos com período mais longo. Porém, vendo que há grandes chances do preço do trigo se elevar ainda mais, os agentes relataram que só estão fechando contratos com período curto, de semanas, de modo a não travarem o preço e saírem no prejuízo depois.
Para a segunda quinzena de maio os moinhos esperam que o mercado se mantenha ainda mais aquecido, pois historicamente neste período de inverno é que o setor de alimentação animal demanda maior volume de cereais para a composição de rações.
FARELO DE TRIGO POR REGIÃO (preços a retirar-FOB)
No OESTE DO PARANÁ preços de negócios entre R$ 1230/ton a 1350/ton FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 1.320/ton FOB.
No NORTE DO PARANÁ os preços praticados no granel foram entre R$ 1220/ton a 1300 FOB, e no ensacado preço médio de R$ 1.350/ton FOB.
Na região de CURITIBA-PR, a cotação ficou em R$ 1150/ton a R$ 1310/ton FOB diferido no granel. No ensacado preço médio ficou em R$ 1350/ton FOB.
Nos moinhos da grande SÃO-PAULO-SP os preços praticados no granel ficaram em torno de R$ 1150/ton FOB a R$ 1250/ton FOB diferido, e o ensacado ficou em R$ 1.300/ton FOB.
Nos moinhos do RIO GRANDE DO SUL, os preços em Porto Alegre a granel foram negociados entre R$ 1050 a R$ 1250/ton FOB. No ensacado, volumes de negócio a R$ 1.280/ton FOB. Em Caxias do Sul volumes a granel negociados entre R$ 1100/ton a R$1250/ton FOB. No ensacado, os preços praticados foram em média de R$ 1.300/ton FOB.
Em SANTA CATARINA, na região de Mafra volumes de negócios no granel entre R$ 1100/ton a R$ 1250/ton FOB e no ensacado a R$ 1.310/ton FOB. No Oeste catarinense, negócios no granel entre R$ 1150/ton e R$ 1280/ton FOB e no ensacado a R$ 1.300/ton FOB.
Fonte: AF News




