Os preços futuros do trigo recuaram nesta segunda-feira (20) na Bolsa de Chicago, fundamentados principalmente por uma queda generalizada no mercado de ações internacionais, que também afetou os indicadores das commodities agrícolas. Além disso, as inspeções semanais de trigo para exportação tiveram queda nos EUA, acentuando ainda mais as perdas
Os preços do trigo começaram a semana com perdas de até 1,82% no trigo hard e 1,15% para o trigo soft na Bolsa de Chicago, pressionados pela turbulência econômica global que atingiu os mercados de grãos nesta segunda-feira (20) e desencadeou uma onda de vendas.
Além disso, as inspeções de exportação de trigo caíram ligeiramente na semana passada e com base nos dados divulgados pelo USDA, totalizaram 563,39 mil tons – contra 567,43 mil toneladas acumuladas na semana anterior. Ainda assim, esses números ficaram dentro estimativas de comércio que variaram entre 350 a 600 mil tons. O México foi o destino número 1, comprando 110 mil tons. Os totais acumulados para a campanha de comercialização de 2021/22 ainda estão moderadamente atrás do ritmo do ano passado, com 7,713 milhões de toneladas.
Enquanto isso na Rússia, a consultoria Sovecon estima que as exportações de trigo do país em setembro chegarão a 4,5 milhões de toneladas, que se confirmado, seria a maior contagem mensal desde fevereiro.
Na Ucrânia, os estoques de trigo ficaram em 6,6 milhões de toneladas até 1º de setembro, de acordo com o Serviço de Estatísticas do Estado do país. Isso representa um aumento ano a ano de quase 41% enquanto o país se prepara para uma provável safra recorde de grãos este ano.
Voltando aos Estados Unidos, ao final da tarde desta segunda-feira o Departamento de Agricultura do país informou que o plantio de trigo de inverno chegou a 21% até o último domingo (19), com avanço de 9% em relação a semana anterior. Isso também está 2% a frente que igual período do ano passado e 3% mais adiantado que a média dos últimos cinco anos. Para os analistas o progresso deveria ter ficado em 22%.
O USDA também já informou neste último relatório de safra que 3% das áreas já estão em fase de emergência, exatamente o mesmo índice que na mesma época de 2020 e 1% a frente que a média dos últimos cinco anos.
Fonte: AF News




