Na saída da madrugada das bolsas de commodities agrícolas de Chicago e Nova York, as operações mostram tendência à realização de lucros nos grãos e no açúcar. O café testou renovação das altas, mas passou a cair.
Trigo
Os negócios não caíram na conversa do ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, de que alguns portos da Ucrânia estão prontos para escoarem o cereal.
Pelo menos por enquanto, depois de que na semana passada declaração semelhante de Vladimir Putin derrubou as cotações, para depois voltar lançar foguetes sobre Kiev.
Depois dos mais de 5% da segunda – inclusive pela desconfiança das intenções russas – está agora em quase menos 1%, a US$ 10,86, no julho.
Milho
O grão é outro que subiu bem na véspera, acima de 1,40%, pela importante oferta reprimida ucraniana, à parte suspeitas do mercado de que possa vir a ter maior área plantada nos Estados Unidos do que a soja, em relatório do USDA no final do mês.
Está estável em menos 0,05 %, também no vencimento do mês que vem, a US$ 740 o bushel.
Soja
Teve leve suporte de alta na segunda, de carona nas duas commodities acima, e se ajusta mais moderadamente nesta passagem da manhã.
Tem a questão climática nos EUA, a guerra, a demanda chinesa e o financeiro em jogo, mas a possibilidade de recuo de área plantada ainda não entrou no preço.
A cotação do julho, praticamente estável, perde tímidos 0,08%, a US$ 16,97.
Açúcar
O adoçante teve um dia de valorização expressiva na abertura da semana. Possíveis limitações de exportações indianas, em até 10 milhões de toneladas, forçaram os mais de 1,20%.
O Brasil ainda esteve no radar, com a expectativa de que o etanol seguirá líder no mix, a despeito da Petrobras (PETR4) não dar sinais de aumento à gasolina e até de queda dos preços se vingar a mudança de cobrança do ICMS, aprovada na câmara.
O ajuste agora está em menos 0,95%, a 19,37 centavos de dólar por libra-peso, para entrega em julho.
Café
As condições da oferta brasileira ainda injetam dúvidas sobre a safra, em andamento, de recuperação bem parcial.
Ao mesmo tempo, informações de uma nova massa de ar polar, que pode espalhar geadas do Sul até o Sudeste, neste fim de semana, deixam as cotações um pouco mais firmes, embora mais baixas que as altas do dia anterior.
O julho virou para baixo, depois de testar nova alta, em 0,20 %, a 27,10 c/lp.
Fonte: Money Times




