Farelo de Trigo: após forte alta nos preços, setor apresenta sinais que chegou ao seu limite de aumentos – SINDITRIGO
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Farelo de Trigo: após forte alta nos preços, setor apresenta sinais que chegou ao seu limite de aumentos



A temporada de inverno trouxe ao setor do farelo de trigo uma forte valorização nos preços. Além do período de estiagem, que reduz expressivamente as áreas de pastagens, a quebra na safra do milho e altos preços praticados, também influenciaram numa demanda mais aquecida de farelo. No entanto, nos últimos dias o setor já demonstra que os valores que ainda estão em elevados patamares já não estão mais sendo tão bem absorvidos, fazendo alguns compradores migrarem para outros componentes na formulação de rações

Desde o começo do mês de setembro que os moinhos de trigo vêm informando um cenário mais estável nos preços do farelo. Isto prova que os aumentos consecutivos que ocorreram durante boa parte do inverno já estão desacelerando e, com a queda do milho e chegada da colheita da nova safra de trigo, os preços devem começar a recuar.

Além disso, com a chegada de primavera, as precipitações começam a ocorrer com mais frequência na região Sul, aumentando as áreas de pasto e reduzindo a necessidade de ração para alimentação animal em determinadas regiões.

Outro fator que deve impactar e muito a demanda e cotação do farelo de trigo, são os preços praticados no milho. Ainda nesta manhã de quinta-feira (22) o Ministério da Agricultura comunicou que o Presidente Jair Bolsonaro vai zerar as alíquotas de impostos sobre importação do milho até o fim de 2021. E que isso deverá proporcionar queda do preço do milho em torno de R$ 9 por saca, ou seja, baixando o milho, o setor de ração deverá migrar novamente para este componente, que comparado ao farelo de trigo, possui um valor energético com conversão alimentar superior.

O cenário da alta nos preços dos componentes de alimentação animal é um fator que está sendo debatido constantemente pelos produtores. Ainda nessa semana, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Sul, maiores produtores e exportadores de frangos e suínos do Brasil, mencionaram estar investido em pesquisas e iniciativas para fomentar a produção e a utilização dos cereais de inverno na cadeia de proteína animal.

Atualmente, 90% das rações fabricadas para aves e suínos têm milho e farelo de soja como principais ingredientes.

Neste contexto, produtores estão buscando alternativas para driblar os altos custos de produção, que têm corroído a renda de produtores – em especial os independentes. No Paraná, o tema foi debatido na Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema Faep/SENAR.

O uso de cereais de inverno na formulação de rações e possíveis investimentos em equipamentos para o processamento desses grãos por produtores estiveram entre os destaques.

FARELO DE TRIGO POR REGIÃO (preços a retirar-FOB)

No OESTE DO PARANÁ preços de negócios entre R$ 1500/ton a 1600/ton FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 1.600/ton FOB.

No NORTE DO PARANÁ os preços praticados no granel foram entre R$ 1500/ton a 1600/ton FOB, e no ensacado preço médio de R$ 1.620/ton FOB.

Na região de CURITIBA-PR, a cotação ficou em R$ 1300/ton a R$ 1400/ton FOB diferido no granel. No ensacado preço médio ficou em R$ 1450/ton FOB.

Nos moinhos da grande SÃO-PAULO-SP os preços praticados no granel ficaram em torno de R$ 1300/ton FOB a R$ 1480/ton FOB diferido, e o ensacado ficou em R$ 1.500/ton FOB.

Nos moinhos do RIO GRANDE DO SUL, os preços em Porto Alegre a granel foram negociados entre R$ 1450 a R$ 1550/ton FOB. No ensacado, volumes de negócio a R$ 1570/ton FOB. Em Caxias do Sul volumes a granel negociados entre R$ 1450/ton a R$ 1550/ton FOB. No ensacado, os preços praticados foram em média de R$ 1.600/ton FOB.

Em SANTA CATARINA, na região de Mafra volumes de negócios no granel entre R$ 1450/ton a R$ 1580/ton FOB e no ensacado a R$ 1.580/ton FOB. No Oeste catarinense, negócios no granel entre R$ 1500/ton e R$ 1600/ton FOB e no ensacado a R$ 1.600/ton FOB.

Fonte: AF News

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