Farelo de Trigo: demanda segue retraída, mas preços mostram estabilidade – SINDITRIGO
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Farelo de Trigo: demanda segue retraída, mas preços mostram estabilidade



A procura pelo farelo de trigo continua baixa na maior parte das regiões acompanhadas pela AF News, no entanto, por conta da moagem reduzida da farinha de trigo, a oferta de farelo se encontra equilibrada, o que fez com que o mercado mostrasse estabilidade nos preços nos últimos dias

À medida que a oferta do milho de verão e safra de soja 2020/21 vai aumentando no mercado, os compradores de farelo de trigo vão migrando suas aquisições para outros componentes da alimentação animal e por conta disso a demanda do farelo de trigo se encontra retraída nas últimas semanas.

Além do fator anterior, algumas regiões do interior de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm relatado dificuldade na contratação de fretes e muitas vezes o custo com a logística, inviabiliza as aquisições de farelo de trigo, que entra como componente das rações muitas vezes como redutor de custos.

Perante o cenário observado atualmente, os compradores persistem numa grande pressão pela queda de preços do farelo de trigo, mas com a oferta equilibrada em quase todos os moinhos consultados pela AF News, os vendedores têm evitado queimar os preços do derivado de trigo.

Somente alguns casos pontuais na região de São Paulo – Capital e Curitiba é que houve relatos de moinhos sinalizando que alguns concorrentes estão com melhora na moagem de farinha de trigo nos últimos dias e por isso, reduziram as cotações de farelo tornando a concorrência “desleal”. Porém, essa é uma manobra rotineira do mercado, já que quando há um aumento na moagem de farinha, os estoques de farelo aumentam e precisam ser escoados.

Os agentes também se mostraram preocupados com a intensificação das medidas restritivas para contenção do avanço da COVID-19 nos estados brasileiros, já que isso acaba causando o fechamento de casas agropecuárias, pethops e outros locais que comercializam rações e outros produtos provenientes do setor da alimentação animal.

O grande problema está no funcionamento de parte da cadeia produtiva, enquanto outra se encontra fechada. Por exemplo, os moinhos de trigo seguem funcionando normalmente durante o período de lockdown, assim como as fábricas de ração. Mas sem o funcionamento da ponta vendedora para a comercialização do produto final, os estoques das fabricas continuam elevados e sem necessidade de aquisição de farelo.

Deste modo, assim como reportado nos últimos dias, a demanda continua limitada e uma melhora na demanda por farelo de trigo só poderá ser vista a partir de abril, com a entrada dos meses mais secos por conta do inverno nas regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil.

FARELO DE TRIGO POR REGIÃO (preços a retirar-FOB)

No OESTE DO PARANÁ preços de negócios entre R$ 1100/ton a 1250/ton FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 1.250/ton FOB.

No NORTE DO PARANÁ os preços praticados no granel foram entre R$ 1050 a R$ 1250/ton FOB, e no ensacado preço médio de R$ 1.250/ton FOB.

Na região de CURITIBA-PR, a cotação ficou em R$ 1050/ton a R$ 1150/ton FOB diferido no granel. No ensacado preço médio ficou em R$ 1150/ton FOB.

Nos moinhos da grande SÃO-PAULO-SP os preços praticados no granel ficaram em torno de R$ 1050/ton FOB a R$ 1100/ton FOB diferido, e o ensacado ficou em R$ 1.150/ton FOB.

Nos moinhos do RIO GRANDE DO SUL, os preços em Porto Alegre a granel foram negociados entre R$ 1100 a R$ 1250/ton FOB. No ensacado, volumes de negócio a R$ 1.220/ton FOB. Em Caxias do Sul volumes a granel negociados entre R$ 1150/ton a R$1200/ton FOB. No ensacado, os preços praticados foram em média de R$ 1.240/ton FOB.

Em SANTA CATARINA, na região de Mafra volumes de negócios no granel entre R$ 1100/ton a R$ 1250/ton FOB e no ensacado a R$ 1.240/ton FOB. No Oeste catarinense, negócios no granel entre R$ 1100/ton e R$ 1230/ton FOB e no ensacado a R$ 1.250/ton FOB.

Fonte: AF News

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