Farelo de Trigo: estiagem eleva a demanda por farelo, mas moinhos ainda atuam cautelosos – SINDITRIGO
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Farelo de Trigo: estiagem eleva a demanda por farelo, mas moinhos ainda atuam cautelosos



Apesar da maioria dos moinhos de trigo terem relatado aumento na procura por farelo de trigo nos últimos dias, os agentes ainda atuam cautelosos, subindo os preços gradualmente quando há oportunidade para os clientes não se distanciarem novamente

Após uma série de incertezas no mercado do farelo de trigo no mês de abril, em que os preços estiveram bastante voláteis, por conta da demanda instável, os moinhos relataram que neste começo de maio a procura aumentou.

Contudo, os preços que vinham sendo praticados anteriormente seguem mantidos em algumas regiões, pois outros subprodutos de soja e milho ainda estão sendo ofertados em certos locais, o que compete mercado com farelo de trigo. Portanto, como forma de manter os compradores interessados no derivado de trigo, as modificações de tabelas estão ocorrendo de forma pontual com cada cliente, a medida que as oportunidades vão surgindo.

Na região de Caxias-RS, um agente comentou que a procura aumentou bastante, mas principalmente para fechamento de contratos a partir de junho, o que trás otimismo ao setor do farelo de trigo para que possa voltar a rodar normalmente a partir das próximas semanas.

No entanto, como forma preventiva os moinhos estão realizando negócios semana a semana, sem programação de preços, já que com a entrada dos meses de maior seca e redução de pastagens, a demanda pode aumentar ainda mais, elevando os preços do trigo e por consequência as cotações do farelo.

Já na região de Mafra-SC, com o clima seco, o setor do gado leiteiro passou a aumentar a procura por farelo por conta da redução das pastagens e isso já representou numa valorização no subproduto. Porém, as mudanças nos índices ocorreram, porque os agentes estavam segurando um repasse desde o mês de abril, quando a demanda estava muito fraca.  A ideia no momento é ir fazendo ajustes cliente a cliente, para observar se os novos preços serão ou não absorvidos.

Na região Oeste-PR, um agente consultado relatou que a demanda de farelo de trigo também subiu, mas os preços ainda não foram reajustados. A expectativa é de um novo repasse a partir da semana que vem, mas o moinho entrevistado ainda está estudando a formação de preços.

No Norte-PR, a comercialização do farelo de trigo também aumentou, por conta da seca na região e os moinhos estão aos poucos modificando os preços com bastante cautela.

Em São Paulo-Capital, os moinhos da região relataram boas expectativas nas vendas, acompanhadas de um pequeno aumento nos preços. Com o preço do milho em patamares recordes, muitos compradores voltaram a substituir seus componentes de ração para a formulação com farelo de trigo e isso impulsionou o aumento na demanda.

De modo geral o mercado apresentou uma boa reação neste começo do mês, que historicamente só tende a melhorar, já que com a chegada do inverno, as áreas de pastagens caem drasticamente e a necessidade do farelo aumenta.

No entanto, o cenário ainda não é tão otimista o quanto esperado, já que as cotações do farelo estavam em queda nas últimas semanas, enquanto que os preços do trigo continuaram subindo, sendo assim, a formação de preços neste momento não é uma tarefa tão simples, pois os repasses precisam ocorrer de forma gradual para não afastar os compradores.

FARELO DE TRIGO POR REGIÃO (preços a retirar-FOB)

No OESTE DO PARANÁ preços de negócios entre R$ 1230/ton a 1350/ton FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 1.320/ton FOB.

No NORTE DO PARANÁ os preços praticados no granel foram entre R$ 1220/ton a 1300 FOB, e no ensacado preço médio de R$ 1.350/ton FOB.

Na região de CURITIBA-PR, a cotação ficou em R$ 1150/ton a R$ 1310/ton FOB diferido no granel. No ensacado preço médio ficou em R$ 1350/ton FOB.

Nos moinhos da grande SÃO-PAULO-SP os preços praticados no granel ficaram em torno de R$ 1150/ton FOB a R$ 1250/ton FOB diferido, e o ensacado ficou em R$ 1.300/ton FOB.

Nos moinhos do RIO GRANDE DO SUL, os preços em Porto Alegre a granel foram negociados entre R$ 1050 a R$ 1250/ton FOB. No ensacado, volumes de negócio a R$ 1.250/ton FOB. Em Caxias do Sul volumes a granel negociados entre R$ 1100/ton a R$1250/ton FOB. No ensacado, os preços praticados foram em média de R$ 1.280/ton FOB.

Em SANTA CATARINA, na região de Mafra volumes de negócios no granel entre R$ 1100/ton a R$ 1250/ton FOB e no ensacado a R$ 1.310/ton FOB. No Oeste catarinense, negócios no granel entre R$ 1150/ton e R$ 1280/ton FOB e no ensacado a R$ 1.300/ton FOB.

Fonte: AF News

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