De acordo com o Deral, até segunda-feira (26) o plantio de trigo havia chegado a 5% das áreas no Paraná, contra 7% alcançados em igual período do ano anterior. Falta de chuvas e baixa umidade do solo são o principal fator limitante para o avanço do plantio. Na comercialização, agentes começam a relatar vendas de trigo brasileiro para a próxima safra
Desde o início de abril o Departamento de Economia Rural do Paraná, passou a divulgar dados sobre o plantio do trigo no estado. Porém, os avanços durante o mês foram lentos e chegaram até agora a somente 5% das áreas, contra 7% que foram registradas em igual período do ano anterior.
O Deral também apontou que do trigo que se encontra plantado, 92% está em boas a excelentes condições e 8% estão em situação regular. Já 98% está em processo de germinação e apenas 2% chegaram a fase de desenvolvimento vegetativo.
A falta de chuvas tem tornado as condições de solo muito secas nas áreas destinadas ao trigo no Paraná e somente alguns agricultores quiseram correr o risco de fazer o plantio no seco. Alguns inclusive já estão receosos se fizeram boa escolha, já que a previsão do tempo ainda não mostra significativos volumes de chuvas para favorecer a germinação do grão.
Já com relação ao mercado, segundo um agente não identificado do Rio Grande do Sul entrevistado pela AF News nesta quarta-feira (28), os preços do trigo continuam em altos patamares, mas com os negócios um pouco mais calmos, já que o produtor continua restringindo as ofertas.
O preço do lote do trigo velho opera com as pedidas na faixa de R$ 1550-1600/ton (FOB) no Rio Grande do Sul e entre R$ 1650 chegando até a R$ 1700/ton no Estado do Paraná.
Já o lote do trigo gaúcho da próxima safra pH 78% acima, começou a ser ofertado de forma pontual em algumas praças, na casa de R$ 1300/ton entregue no Porto. Algumas vendas feitas a moinhos já foram declaradas na faixa de R$ 1200 e R$ 1250/ton (FOB). Para entrega em outubro, alguns negócios foram fechados a R$ 1350/ton (FOB).
No entanto, não são todos os produtores que estão abertos ao fechamento de contratos futuros neste momento. Com a possível quebra na safra de milho e alta no preço do grão amarelo, as fábricas de rações estão estudando a possibilidade de reformular seus componentes de rações, migrando para uma maior utilização do trigo, que acaba sendo uma matéria-prima mais barata.
Sendo assim, os vendedores estão focados na valorização do trigo e cogitam esperar por mais um período para dar início as vendas do cereal que será colhido na próxima safra.
Fonte: AF News




