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Trigo Brasil: mesmo com comercialização lenta, preços do trigo atingem recordes nos país



Oferta restrita e valorização dos preços do trigo no mercado externo continuam fundamento os aumentos no preço do grão no país, que mesmo com poucos negócios, tem registrado patamares recordes nominais nos indicadores

cotação do trigo continua subindo e nos últimos dias o preço do lote do cereal está operando acima dos R$ 1600/ton no Paraná, tendo ofertas de até R$ 1700/ton (FOB) em algumas regiões. No Rio Grande do Sul, a média se encontra na casa dos R$ 1500/1550 e os lotes do trigo novo começaram a surgir na média de R$ 1300/ton a partir de outubro.

Mesmo com a baixa comercialização do cereal, por conta da restrição de oferta dos vendedores e redução da procura por parte dos moinhos que ainda estão bem estocados pela baixa demanda da farinha, os preços são recordes influenciados principalmente pela valorização do grão no mercado externo, que atingiu aumentos de até 30% em determinados contratos da CBOT na variação mensal de abril.

Associado a todo este cenário, os produtores também estão com o trigo bem valorizado devido a alta do milho, já que ambos são utilizados para a produção de ração. No Paraná, como a disponibilidade de trigo da safra passada é baixa, alguns demandantes estão importando o cereal da Argentina e/ou do Paraguai.

Atualizando as áreas de plantio do trigo para 2021 no Paraná. Segundo o último boletim do Deral divulgado ao final de sexta (30/04), a extensão destinada ao cereal poderá alcançar 1,16 milhão de hectares, 3% superior à do ano anterior, quando se plantou 1,12 milhão. Além de superior à de 2020, o número é levemente acima ao do levantamento de março (era 1,14 mi), especialmente em função de revisões em áreas no Sudoeste e Centro-Oeste.

Nestas regiões esperava-se a substituição do trigo pelo milho em virtude dos melhores preços do último, porém observou-se uma intensificação do uso do solo, com manutenção das áreas de trigo e aumento da segunda safra de milho.

Os preços são os grandes motivadores dessa intensificação, com a saca de trigo chegando a R$ 87,27 em abril, valor 52% superior ao praticado em abril de 2020 (R$ 57,29). Os municípios já aptos ao plantio têm, pelo menos, mais 20 dias para realização da semeadura dentro do zoneamento.

Porém, quanto mais tardio o plantio, maior a possibilidade de sobreposição do ciclo do trigo com o início do plantio de soja, o que faz com que os agricultores estejam ansiosos para semear. No Norte Pioneiro, por exemplo, o plantio no pó teve um avanço importante nesta semana, fazendo o plantio no Estado chegar a 5% da área projetada.

Apesar das preocupações geradas pelo tempo seco, a perspectiva continua sendo de safra cheia, totalizando 3,8 milhões de toneladas, pois o atraso não deve impactar na produtividade média.

Fonte: AF News

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