Trigo Brasil: queda do trigo argentino obriga produtores gaúchos a cederem nas pedidas – SINDITRIGO
UTF-8
Sistema FIRJAN

NOTÍCIAS

Trigo Brasil: queda do trigo argentino obriga produtores gaúchos a cederem nas pedidas



A cotação do trigo nacional começou a semana com recuo nos preços, após os indicadores do mercado externo registrarem fortes quedas na última semana. Alguns produtores do Rio Grande do Sul ofertaram alguns lotes de trigo no estado com valores menores que os que estavam sendo praticados nos últimos dias. Ainda assim, a disponibilidade do grão continua restrita no mercado físico

cotação da saca de trigo operava com estabilidade nesta segunda-feira (24), nas principais regiões acompanhadas pela AF News. Embora, no comparativo semanal, todas apresentaram desvalorização.

No Rio Grande do Sul, os índices ficaram em R$ 83,50/saca sem alterações em comparação ao dia anterior. Em Santa Catarina, os preços operavam em R$ 84,73/saca com queda de 0,2% em um dia e recuo de 2,6% na variação semanal. Já no Paraná, o preço médio da saca de trigo ficou em R$ 82,38 com ligeiro aumento de 0,1% – mas com queda de 5,5% comparado ao valor registrado há uma semana.

Já o preço do lote do trigo recuou com mais força em algumas situações, diante da baixa no preço do trigo do mercado externo, que acabou depreciando o cereal argentino. Com isso, os produtores gaúchos acabaram aumentando a sua competitividade perante o cereal importando e ofertaram alguns lotes de trigo no RS na faixa de R$ 1550/1580 por tonelada FOB. Na semana passada o valor médio do lote do trigo gaúcho estava entre R$ 1600/1620 (FOB).

No entanto, os compradores não devem ficar muito esperançosos com a queda nos preços, já que o trigo doméstico continua com a oferta restrita e estes pequenos lotes ofertados, vieram de alguns produtores com necessidade de fazer caixa.

Com relação a produção, as previsões das entidades que acompanham a safra de trigo nacional, indicam que as áreas de cultivo deverão crescer neste ano.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. A estimativa da produção do trigo foi de 7,3 milhões de toneladas, crescimento de 18,3% em relação ao ano anterior, com o rendimento médio devendo aumentar 17,2%.

A região Sul deve responder por 88,7% da produção tritícola nacional em 2021. No Paraná, maior produtor de trigo, com participação de 51,7% no total nacional, a produção foi estimada em 3,8 milhões de toneladas, crescimento de 21,8% no ano. O Rio Grande do Sul, segundo maior produtor, com participação de 35,0% do total nacional, deve produzir 2,6 milhões de toneladas, crescimento de 22,1% em relação ao ano anterior.

Já de acordo com o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro/RS), deve ocorrer aumento de área do trigo no Rio Grande do Sul, em cerca de 10,5% em relação à temporada passada.

Conforme o presidente da Fecoagro, “o trigo aumentou basicamente em função das cotações do cereal, ou seja, os preços atrativos tornaram a atividade rentável e isto está levando o produtor de trigo a aumentar sua área no Rio Grande do Sul”.

Fonte: AF News

Compartilhe: