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Trigo Brasil: segunda quinzena de maio marca começo do plantio do trigo em Santa Catarina



De acordo com o zoneamento agroclimático, o plantio das lavouras catarinenses tem início a partir dessa segunda quinzena de maio e vai até final de junho

O último boletim agropecuário do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola – CEPA/Epagri nº 95, revelou que no ano passado a área de cultivo de trigo cresceu 15% em Santa Catarina. Contudo, o cereal sofreu com geadas localizadas e uma estiagem prolongada que comprometeram a safra, resultando em produtividade média 3% inferior à obtida na safra anterior.

Para a nova safra 2021/22, é esperado um aumento de até 10% na área de cultivo, principalmente nas regiões do Planalto Sul, Planalto Norte e Oeste de SC. O plantio no estado tem início a partir da segunda quinzena de maio e vai até final de junho. Contudo, já se notou que muitos produtores se anteciparam na compra de insumos e sementes, dando indicativos de aumento na intenção de plantio.

Na região do Meio Oeste e Planalto Sul catarinense, por exemplo, a cooperativa Copercampos que possui forte atuação na produção de grãos, vem registrando para essa safra, vendas históricas de sementes de trigo. Segundo eles, apenas no município de Campos Novos, a área plantada com trigo deve ultrapassar os 10 mil hectares, ante os 7 mil hectares cultivados na safra passada.

Os fatores que auxiliam os produtores catarinenses a fundamentar esse aumento nas estimativas de área de plantio de trigo para a safra 2021/22, são: a) alta nas cotações do dólar, o que inibe a aquisição de trigo importado, favorecendo as vendas e as cotações do trigo nacional; b) aumento na demanda, manifestada pela intensão dos moinhos em adquirir novos lotes do produto; c) melhor utilização dos componentes do custo de produção, como máquinas e mão de obra, além da melhoria nas condições de solo para o plantio direto de culturas de verão e intensificação na utilização das áreas de cultivo (inverno e verão).

Entrando no assunto de importação, o boletim semanal do Departamento de Economia Rural do Paraná, divulgado na sexta-feira (14) a tarde, informou que os volumes importados de trigo pelo Brasil neste primeiro quadrimestre ficaram 16% inferiores aos do primeiro quadrimestre de 2021, passando de 2,6 para 2,2 milhões de toneladas. Apesar de grande produtor do cereal, o Paraná responde por 7% dessa importação, atualmente.

O produto importado pelos moinhos paranaenses geralmente vem da Argentina e do Paraguai, que se alternam como principais origens. Neste ano o Paraguai saiu na dianteira, exportando 95,4 mil toneladas para o Paraná, contra 64,8 mil recebidas da Argentina. Uma das grandes diferenças entre as origens é o meio de transporte: enquanto o trigo argentino chega majoritariamente por navios no Porto de Paranaguá, a totalidade do trigo paraguaio chega sobre rodas, principalmente pela Ponte da Amizade.

Pelo lado das exportações, o Brasil viu um incremento de 140% no trigo vendido. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, o Brasil vendeu 342 mil toneladas de trigo, período correspondente ao ano comercial do cereal. A partir de agosto de 2020 até o momento, foram vendidas 823 mil toneladas. Este volume não deverá ter grandes alterações até julho, mas já representa mais do que o dobro de volume vendido em todo período 19/20. O Paraná não contribuiu nessas vendas, sendo o trigo local demandado pela indústria nacional, especialmente os grandes parques moageiros instalados no próprio Paraná e em São Paulo.

Fonte: AF News

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